terça-feira, 6 de novembro de 2012



Minha infância foi marcada por "textinhos" da cartilha Reino da Alegria que , por não ter acesso à livros e nem condições para comprá-los,  minha mãe"muito sábia," todas as noites fazia a leitura da cartilha e da bíblia sagrada para os oito filhos. Considero importante esta fase, pois enriquecia nosso vocábulário, despertava a imaginação e ainda nos permitia a possibilidade de interpretação e compreensão. Aos quatorze anos, iniciei no mercado de trabalho e gastava uma parte de meu salário  com livrinhos paradidáticos, presenteava meus irmãozinhos e, minha mãe fazia  uso brilhante destes presentes. Na minha cidade não existia biblioteca, mas sempre arrumava um jeitinho para ir de ônibus à cidade vizinha que contava com este serviço público. Hoje, tenho três filhos e apesar de ainda não ter "terminado" minha casa, fiz questão de construir uma pequena biblioteca que é recheada de livros diversos e interessantes para crianças.

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